O circuito da poesia é uma homenagem a ilustres personalidades do Recife.
São estátuas confeccionadas pelo artista plástico Demétrio Albuquerque, situadas em várias ruas históricas da cidade.
Mauro Mota - Praça do Sebo
Mauro Ramos da Mota e Albuquerque bacharelou-se em Direito, mas dedicou sua vida ao jornalismo e ao magistério. Eleito em 1970 para a Academia Brasileira de Letras, foi também membro da Academia Pernambucana de Letras. A escultura em concreto natural, representando Mauro Mota, sentado em um banco, lendo um grande livro aberto pode ser compartilhado por quem sentar ao lado interagindo com o poeta. Situada no Pátio do Sebo, no centro do Recife, induz o visitante ao desfrute da praça arborizada e com bancos convidativos à leitura.
Antônio Maria - Rua do Bom Jesus
Antônio Maria Araújo de Morais nasceu no Recife e iniciou sua vida artística aos 17 anos na Rádio Clube de Pernambuco como apresentador de programas musicais. Compôs em 1951, o Frevo nº 1 do Recife, o primeiro de uma série de cinco. Sua escultura é de concreto armado polido e está na rua do Bom Jesus, no Recife Antigo. Antonio Maria está sentado em banco de concreto, situado em frente a outro banco vazio, convidando o visitante a conversar com o poeta e relembrar seu legado de belas composições da música brasileira.
Luiz Gonzaga - Casa da Cultura
Luiz Gonzaga nasceu no município de Exu, no sertão pernambucano e faleceu no Recife. Foi o maior responsável pela divulgação da música nordestina no Brasil. Localizada em frente à Casa da Cultura, a escultura de tamanho natural, em concreto colorido e patinado, mostra Luiz Gonzaga tocando a sanfona. O triângulo e a zabumba que compõem a obra sugerem uma brincadeira do público completando os personagens do Trio de Forró.
Ascenso Ferreira - Cais da Alfândega
Ascenso Ferreira nasceu no município de Palmares e faleceu no Recife em 1965. Usava sempre um chapéu de palha, que logo tornou-se sua marca. A poesia de Ascenso pertence à primeira geração do Movimento Modernista de Pernambuco, tendo publicado em 1927 seu primeiro livro Catimbó. A escultura do poeta Ascenso Ferreira está acomodada em um fardo de jornais, ao lado de pilhas de livros que lhe servem de banco e descanso. As pilhas ao lado sugerem uma parada junto ao poeta para contemplação do Rio Beberibe e do Cais da Alfândega.
Joaquim Cardozo - Ponte Maurício Nassau
Joaquim Cardozo publicou seu primeiro livro aos 50 anos de idade e morreu sem ter o reconhecimento do grande público. Mas os críticos sempre o classificaram como um dos maiores poetas da língua portuguesa no século XX. A obra poética de Joaquim Cardozo tem como temas constantes o Recife e o Nordeste. A escultura em concreto armado polido, representa o poeta Joaquim Cardozo recostado ao balaústre dos arcos que ladeiam a ponte Maurício de Nassau.
Chico Science - Rua da Moeda
Francisco de Assis França, nasceu em 13 de março de 1966, no interior de Pernambuco. Na década de 90, uniu-se a grupos de maracatu e hip hop e criaram um gênero musical que resultou numa mistura de ritmos dos tambores, guitarras, frevo, embolada, xaxado, rap e rock. Junto à Nação Zumbi, Chico Science foi o responsável pela criação do movimento Manguebeat. A escultura em resina e fibra de vidro com acabamento em apliques de tecido e palha, representa a figura do mangueboy Chico Science. Equilibrada em uma alfaia de Maracatu, a escultura se encontra na Rua da Moeda, encrustrado no alto de um poste de concreto.
Clarisse Lispector - Praça Maciel Pinheiro
Clarice Lispector nasceu em Tchetchelnik, na Ucrânia, mas passou a infância com a família no Recife, em 1925, onde estudou no Ginásio Pernambucano. A escultura apresenta Clarice sentada, na Praça Maciel Pinheiro, em cadeira de espaldar iluminada por um abajur alto, com uma máquina de escrever no colo. A escultura retrata a intimidade do gesto de escrever e evoca a inspiração que Clarice Lispector foi buscar naquela praça, um lugar de sua infância.
Capiba - Rua do Sol
O mais conhecido compositor de frevos do Brasil, Lourenço da Fonseca Barbosa - Capiba, nasceu em Surubim no interior do estado, mas adotou o Recife como cidade onde permaneceu até o fim da vida. Representado na rua do Sol, em pé num balcão antigo, a estátua de Capiba evoca os velhos carnavais e saúda o desfile do Galo da Madrugada e o autêntico frevo pernambucano. A obra convida o folião, ao lado de Capiba, assistir ao carnaval do Recife e cantar Madeira que cupim não rói.
Carlos Pena Filho - Praça da Independência
Carlos Pena Filho publicou em 1952 O Tempo da Busca, seu primeiro livro de poesias. A escultura, na Praça da Independência, é um conjunto da figura, mesa e bancos. Todos feitos em concreto, chumbados entre si e ao piso, numa composição do momento do poeta. Baseada no poema mais famoso de Carlos Pena Filho “O Chope”, em que, nos convida a um trago de reflexões e angústias; a vida no centro da cidade, enquanto, em um gesto, quase secreto, escreve seu poema mais famoso.
Solano Trindade - Pátio de São Pedro
Francisco Solano Trindade foi poeta, cineasta, pintor e teatrólogo, tendo sido fundador do Pólo de Cultura e Tradições Afro-Americanas em 1954. A escultura em concreto armado polido, no Pátio de São Pedro, representa o poeta Solano Trindade, em pé em cima de um tambor de Maracatu, onde segura um sino de bronze. O tambor serve de base para a escultura e pequeno palco para recitais, discursos, falas e qualquer interatividade de postura, fala e teatro, como tribuna para auto-expressão.
Manuel Bandeira - Rua da Aurora
Manuel Carneiro de Souza Bandeira Filho nasceu no Recife e estreou na literatura em 1917 com a publicação do livro A Cinza das Horas. A escultura apresenta Manuel Bandeira sentado, ao lado de uma janela colonial, onde contempla toda a paisagem do Capibaribe, na rua da Aurora. Lendo trecho de seu poema Evocação, o poeta convida o visitante a fazer o mesmo. O portal simboliza a passagem que a poesia de Bandeira representa para a literatura brasileira.
João Cabral de Melo Neto - Rua da Aurora
João Cabral de Melo Neto nasceu no Recife e faleceu no Rio de Janeiro. Membro da Academia Brasileira de Letras, o poeta recebeu o Prêmio Luiz de Camões, o mais importante concedido a escritores da Língua Portuguesa. A escultura apresenta João Cabral, na rua da Aurora, sentado em um banco de praça em gesto contemplativo. Sobre a perna segura um livro aberto em seu poema que fala do rio Capibaribe: “o Cão sem Plumas”.
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